Olá! Meu nome é Carolina Piovesan mas podem me chamar de Carol. Sou estudante de Biomedicina, amante de literatura e dona de uma loja online no Twitter (@ineedushop) de produtos fanmade kpop.

26/06/2013

Olá, leitores!

Hoje vou mostrar um coisa muito importante, que para muitas pessoas define se compra ou não determinado livro. Sim estou falando das capas! Quer saber quais são as capas mais bonitas na minha opinião? Bora lá!


1º Heresia - S.J. Parris


2º A Maldição do Tigre - Colleen Houck


Então qual é a mais bonita na sua opinião?

Até.

23/06/2013

Olá, pessoal!!!

Essa coluna eu vi no site Eu leio, eu conto. Nela vou falar um pouquinho do que eu estou achando do livro que estou lendo até a página 100. Bora lá?



Bruxos e Bruxas - James Patterson & Gabrielle Charbonnet - No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós.


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100:
- Célia! - EU GRITEI, mas minha garganta ficou seca e minha voz parecia ter sido arrancada de mim de novo; meus joelhos tremiam.

DO QUE SE TRATA O LIVRO?

Narrado pelos irmãos Whit e Wisty, conta a história de pessoas (os irmãos) com poderes especiais, bruxas.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?

Narrativa rápida e frenética  Mas estou um pouco decepcionada por conta desta rapidez com que acontece os fatos. 


O QUE ESTÁ ACHANDO DA PERSONAGEM PRINCIPAL?

Whit e Wisty são incríveis  Não importa em qual pior seja a situação que eles estão enfrentando, o bom humor sempre esta presente. Confesso que já dei belas risadas até agora.


MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

"ANTIGAMENTE, EU ACHAVA que detenção disciplinar era até divertido. Meio uma questão de honra, sabe? Cara, como as coisas mudaram rápido" - Pág: 46

VAI CONTINUAR LENDO?

Sim! Apesar da correria, vou continuar sim, estou ansiosa para saber como os dois iram lidar com a "Nova Ordem". Quero continuar dando muitas risadas ainda.

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA:

Talvez eu conseguisse levar a Célia para o outro lado comigo. - Mas onde você está?

Até pessoal!


Olá, pessoal!!!

 Então, para quem acompanha a serie "Os Instrumentos Mortais", ai vai a capa do lançamento Cidade das Almas Perdidas!


Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?

O livro estará disponível nas primeiras semanas de julho, com valor de R$31,90 á R$39,90. Reserve o seu nas livrarias Saraiva aqui.

Até.

16/06/2013

Olá, pessoal!!!

Quer saber quais os livros da Novo Conceito que serão lançados este mês?



" Chris Astor é um homem de seus quarenta e poucos anos que está passando pelo mais difícil trecho de sua vida. Ele tem uma filha, Becky, de 14 anos, que já passou imensas dificuldades até chegar a se tornar uma moça vibrante e alegre, mas que parece que terá que enfrentar mais um grande problema em sua vida. Quando Becky era pequena e teve câncer, Chris e ela inventaram um conto de fadas, uma fantasia infantil que adquiriu vida e tornou-se um terrível, provavelmente fatal, problema. Agora, Chris, Becky e Miea (a jovem rainha da fantasia criada por pai e filha) terão que desvendar um segredo: o segredo de por que seus mundos de fantasia e realidade se juntaram neste momento. O segredo para o propósito disso tudo. O segredo para o futuro. É um segredo que, se descoberto, irá redefinir a mente de todos eles.A menina que semeava é um romance de esforço e esperança, invenção e redescoberta. Ele pode muito bem levá-lo a algum lugar que você nunca imaginou que existisse. Uma fantasia que trabalha assuntos densos como a separação dos pais, oncologia infantil, separação de filha e pai, adolescência. A menina que semeava não é um livro sobre adolescentes comuns. É sobre uma que se deparou prematuramente com a ameaça do fim e teve de tentar aprender a lidar com ele. "



" Evie Dexter quer fazer carreira como guia de turismo. Determinada como é, e cheia de coragem por causa de um ou outro drink, ela logo começa a “melhorar” seu currículo. E consegue um ótimo emprego: acompanhar turistas por toda Paris. Agora é só uma questão de se firmar como profissional demonstrando o seu melhor. Mas os vinhos franceses são tão gostosos... E seu tutor, Rob, é bonito demais! O primeiro romance de Molly Hopkins é um livro que todo mundo gostaria de ler. É verdade que você pode se incomodar com o comportamento de Evie quando ela descobre que Rob é muito rico, e pode até ser que você ache que Rob é exageradamente controlador. Mas nada é maior que as gargalhadas que você dará quanto mais conhecer a garota descomedida, apaixonada e com um imenso coração que é Evie. Uma moça como muitas que conhecemos. "



" A Garota do Penhasco é um romance que enreda o leitor através de vários fios: a história de Grania Ryan e sua querida Aurora Devonshire, a garota do penhasco, nos fala sobre mudança de vida. A história das famílias Ryan e Lisle é um lindo conto sobre um século de mal-entendidos e rancor entre inimigos que se acreditam enganados por falcatruas financeiras. O caso de amor entre Grania Ryan e Lawrence Lisle comove por sua delicadeza e força vertiginosa que culmina em imensa tristeza. Mas, sobretudo, A Garota do Penhasco é um livro que mostra como é possível encontrar uma finalidade, um propósito, quando todas as esperanças parecem perdidas. “De ritmo tenso e original, este é um romance envolvente sobre recuperação, resgate, novas oportunidades e amor perdido.” -- Booklist "



E então qual vocês querem ler?

Até.

15/06/2013

                                               
Livro: Como fazíamos sem 
Autora: Bárbara Soalheiro
Ilustrações: Negreiros 
Editora: Panda Books
Páginas:143


[..] ''Este livro que vocês tem nas mãos é um exemplo de como a história dos objetos, de coisas tão corriqueiras como um sobrenome ou um par de óculos, revela a evolução do comportamento humano e da vida em sociedade''. 
Celso Miranda  -editor da revista Aventuras na História

Boa noite pessoal!
Hoje decidi postar aqui pra vocês sobre este livro! ele não conta a história de um protagonista fixo que se apaixona pela mocinha, ou sobre aventuras, mistérios coisas assim... É um livro que nos conta a história de objetos e artefatos importantes do nosso dia a dia! Um exemplo é os fósforos, como fazíamos sem eles? e sem a internet, telefone, correios,óculos...? São diversas histórias que nos mostram em cada capítulo suas origens e também sua evolução!

O livro ''Como Fazíamos Sem'' é ganhador do prêmio Jabuti de 2007!! 

Ao começar a ler ''Como Fazíamos Sem'' , tive um pré julgamento, achei que seria um livro super sério e desinteressante. Más ao passar das páginas fui descobrindo coisas que nunca me passaram pela cabeça, e que fazem total sentido agora .O resultado disso foi terminar o livro em menos de 4 horas. Esbanja cultura rs (sério).
E já me tornei fã da autora, Bárbara Soalheiro, descobri que ela é jornalista e que já foi editora da revista Superinteressante e hoje é editora da revista teen, Capricho.

O livro é ótimo! Vale a pena conferir!

 Abraços!!!




14/06/2013

Olá, pessoal!!!

 Quem nunca assistiu ou leu  "Diabo Veste Prada" que atire a primeira pedra! Sim Miranda Priestly está de volta  Após os 10 anos do lançamento do primeiro livro, " A Vingança Veste Prada" terá lançamento em setembro aqui no Brasil! 


  Dessa vez, a personagem vivida por Anne Hathaway nos cinemas será editora de uma revista de noivas e terá que conciliar os preparativos de seu casamento com o trabalho, tudo com a sombra de sua ex-chefe, Miranda Priestly, por perto, é claro! Resta saber se o segundo livro da série de Lauren Weisberger vai ocupar o topo da lista dos mais vendidos, como aconteceu com o primeiro.

Confira um trecho da sequencia do bestseller mundial clicando aqui.

11/06/2013

Olá, pessoal!!!

Então leitores, a editora Arqueiro divulgou em seu twitter, a data que o autor Nicholas Sparks virá para a Bienal do Rio de Janeiro, será no dia 31 de Agosto de 2013.




" Nicholas Sparks é um dos escritores mais adorados do mundo, oito vezes considerado o número 1 de acordo com o New York Times, com mais de 50 milhões de cópias impressas em todo o mundo. Todos os seus livros foram considerados sucessos dentro e fora dos Estados Unidos, sendo traduzidos para mais de quarenta idiomas. Vários dos romances de Nicholas Sparks foram adaptados para filmes, como "Querido John", "A Última Música" e "Noites de Tormenta". Ele mora na Carolina do Norte com sua esposa e família. "

Alguém curte Nicholas Sparks? Eu a Priscila amamos! 

07/06/2013

Livro: Desventuras em Série - A sala dos répteis
Autor: Lemony Snicket
Ilustrador: Brett Helquist
Páginas: 177
Editora: Companhia das Letras

''Caro Leitor,
Se você esperava encontrar uma história tranquila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar. Se vocês tem uma leve noção da incrível má sorte dos irmãos Baudelaire, já sabe que, no caso deles, até mesmo acontecimentos agradáveis acabam sempre em sofrimento e desgraça.
Nas páginas que você tem em mãos, as três crianças sofrem um acidente de carro, vêem-se às voltas com uma serpente mortífera, um cheiro pavoroso, um facão enorme e o reaparecimento de uma pessoa que esperavam nunca mais ver.
Infelizmente, é meu dever pôr no papel esse trágicos episódios. Mas nada impede que você coloque este livro de volta na estante e procure algo mais leve.
Respeitosamente,Lemony Snicket '' 


Boa noite leitores !
Pra vocês a Segunda resenha da série Desventuras em série de Lemony Snicket 

Depois da morte de seus pais, os irmãos Baudelaire (Violet, Klaus e Sunny) acharam que não poderiam mais ser felizes. No livro primeiro, O mau começo, tiveram como tutor o perverso Conde Olaf (vocês podem conferir a resenha do primeiro livro aqui no blog mesmo!!) , o qual planejou uma enrascada para os pequenos órfãos! Graças a super inteligência e dedicação das crianças o plano foi por água abaixo! 

Bom, vamos ao que interessa! Agora que não tinham mais um tutor as crianças passaram mais uma temporada na residência do Sr.Poe que por sorte conseguiu contato com um  parente não tão próximo! O medo das crianças de conhecer seu novo tutor era evidente por todos o traumas vividos perto do conde Olaf. 

Quando chegaram a casa do novo tutor , Dr. Montgomery (Tio Monty) , gostaram logo de cara , perceberam que era um homem bom, inteligente e um renomado Herpetologista (Herpetologista é o estudioso especialista em répteis e anfíbios). 
E assim foram felizes pelas semanas que passaram com o seu novo tutor. Mas esta claro que as coisas não ficariam boas para sempre , não é? 

Tio Monty organizou uma viagem para o Peru , afim de realizar suas pesquisas e conhecer melhor as crianças. Porém seu auxiliar de pesquisas largou o cargo , então entra em cena o misterioso Stephano, as crianças desconfiam do sujeito logo de cara , e descobrem que o homem que se diz auxiliar de Tio Monty é um impostor! E é ninguém menos do que o conde Olaf em pessoa! 
Como era de se imaginar a vida das crianças tendem a piorar , sabem que o interesse por essa aproximação era a herança deixada por seus falecidos pais e por experiência própria sabiam do que o conde era capaz para ir atrás do que queria. As crianças como não são bobas vão atrás de descobrir o novo plano de seu antigo e maldoso tutor!!! 


Elogios, elogios , só elogios! Sou muito suspeita a falar , pois simplesmente me encantei com está série ! Sim novamente parabenizo o Lemony Snicket que com toda a sua criatividade , bom humor e irônia conseguio me conquistar com o livro 2 ! (Sim , pretendo ler e adquirir os 13 livros da série!) Cada vez que termino de ler um sinto mais e mais vontade de ler a sequência! 

Boa noite pessoal! espero que tenham aprovado =) 





Olá, pessoal!!!

  Faz um tempinho que estou querendo ler este livro mas como tenho muitos livros na lista de espera, minha Mãe (#teamomãe) proibiu de comprar livros até que tenha diminuído a lista pela metade. Mas isso não faz com que eu não deseje livros e mais livros ;)




" Sinopse: Jon Withcroft não estava nada feliz. E quem gostaria de ser mandado para um internato bem quando a mãe tinha arranjado um namorado novo? Pois, quando chegou em Salisbury, o garoto só pensava nos acidentes que o Barba (apelido “carinhoso” pelo qual Jon se refere ao seu grande rival) poderia estar sofrendo e no que seria escrito na lápide dele caso algum escorregão fosse fatal.
Até que… na sexta noite em Salisbury, Jon descobre um novo motivo para querer voltar correndo para casa: ele passa a ser perseguido por um bando de fantasmas, que desejava nada mais nada menos que a sua morte.
Mas em vez de pedir ajuda para a mãe, Jon recorre a um outro protetor: sir William Longspee, um cavaleiro fantasma que está enterrado na catedral da cidade e que jurou, antes de ser assassinado, estar sempre ao lado dos fracos e inocentes. Ao lado de Jon e de sua amiga Ella, sir William percorre cemitérios e duela contra zumbis, lutando não só para ajudar as crianças como também para cumprir seu próprio destino. Mas, para saber qual seria esse grande mistério que ronda nosso nobre cavaleiro fantasma, só lendo a história toda. "

Já leram? 

Até. 

06/06/2013


Olá, pessoal!!!

  Mas um post da coluna "Gêneros", e hoje vou explicar um pouquinho sobre o gênero Ficção Científica. Se você não viu o post anterior sobre "Distopias" confira aqui.


"Estilo literário que lida com a ciência, tanto real quanto imaginada, e seu impacto numa determinada sociedade. Desenvolveu-se a partir do século XIX em especial com os avanços da ciência moderna nas áreas da Física, Química, Informática, Geologia e Astronomia." - Momentum Saga.

   Em geral também é relacionada a Ficção Fantástica e Terror. Podemos dizer que foi "criada" inicialmente por Júlio Verne em 1926, mas ganhou força com os contos publicados por Isaac Asimov, Arthur C. Clark, Aldous Huxley e começou a ganhar críticas mais sérias apartir da corrida armamentista e as missões Apollo.

  Confira alguns dos livros que se encaixam neste gênero:


O Médico e o Monstro 



 "As suspeitas começaram quando Mr. Utterson, um circunspecto advogado londrino, leu o testamento de seu velho amigo Henry Jekyll. Qual era a relação entre o respeitável Dr. Jekyll e o diabólico Edward Hyde? Quem matou Sir Danvers, o ilustre membro do parlamento londrino?
Assim começa uma das mais célebres histórias de horror da literatura mundial. A história assustadora do infernal alter ego do Dr. Jekyll e da busca através das ruas escuras de Londres que culmina numa terrível revelação.
O escocês Robert Louis Stevenson é considerado um dos maiores escritores da literatura mundial. Inexcedível no gênero de romances de aventuras, é autor de A ilha do tesouro, um dos livros mais célebres de todos os tempos (1883). O médico e o monstro é um clássico entre os clássicos de horror e mistério. Stevenson escreveu ainda O raptado, As aventuras de David Balfour, O morgado de Ballantrae, entre outros."


"A princípio, tratava-se de um pequeno conto sobre um jovem estudante suíço que
ambicionava criar um ser ideal, injetando vida a um corpo morto. Mais tarde, transformado em romance, tornou-se um marco na literatura do gênero. Frankenstein ou o Moderno Prometeu (Frankenstein; or the Modern Prometheus, no original em inglês), mais conhecido simplesmente por Frankenstein, é um romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817, e a obra foi primeiramente publicada em 1818, sem crédito para a autora na primeira edição. Atualmente costuma-se considerar a versão revisada da terceira edição do livro, publicada em 1831, como a definitiva. O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental." 

Até. 

05/06/2013

Olá, pessoal!!!

 Há algum tempo baixei alguns livros em PDF gratuitos, e fiz a primeira resenha do gênero aqui no blog, que foi do livro " Necrópole, Histórias de Vampiros livro 1". Hoje tem mais uma resenha em PDF do segundo livro da série "Necrópole". Quer saber o que eu achei? 


Autores: Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Richard Diegues, Gianpaolo Celli, Giorgio Capelli, Marcelo Amado e Dóris Fleury
ISBN:           
Ano: 2006
Editora: Alaúde                
Páginas: 174
"Desde que a humanidade começou a formular seus primeiros pensamentos racionais, algumas perguntas pairam sem resposta: Haverá vida após a morte? Existe realmente uma alma imortal? E se existir, poderão algumas delas continuar vagando entre nós, invisíveis, impregnadas de sentimentos conflitantes e por vezes perversos, manipulando nossos medos e povoando nossos piores pesadelos? Em cada uma das sete histórias que compõem este volume uma situação nova surgirá, reacendendo estas dúvidas, jogando-nos de cabeça numa realidade cruel, na qual a morte, ao invés de um alívio, na verdade é o início de um horror ainda maior. Necrópole — histórias de fantasmas é o segundo volume de uma coleção dedicada à nova nata do suspense e do terror. A cada livro, um tema diferente, sempre com escritores brasileiros, que apresentam histórias distintas, mas o mesmo cenário: a Necrópole, metrópole que noite e dia digere nossas almas, gerando em seu ventre cadáveres célebres e assassinos anônimos."

  Escrito não só pelos mesmos autores do livro anterior mas como também a participação de Dóris Fleury e Marcelo Amado, continua com o mesmo ritmo do primeiro livro, o mesmo cenário - a necrópole -. O  primeiro conto chamado "Catarse" do autor Alexandre Heredia foi o que mais me chamou atenção.

 Junior o protagonista, está fugindo dos capangas do "Zé Bruxo" acaba ficando preso dentro de um freezer abandonado passando fome e frio, com o passar das horas percebe que não está sozinho naque lugar. Sim, um fantasma está na sua companhia, com esse primeiro conto já podemos sentir o clima da necrópole: Terror, medo, o desconhecido.

 Os demais contos - Amigo até o fim; Entre o silencio e o pó; Algo muito errado; Finja que não viu; Jogos dos Reis e das Damas; O Fotógrafo; - não são tão empolgantes assim, apesar de que "Algo muito errado" do Richard Diegues tem um final totalmente inesperado, o que ajudou a salvar o livro.




 Não sei se vou continuar com a leitura do próximo livro: Necrópole, Histórias de Bruxaria - Livro 3. Caso eu continue vai demorar para sair a resenha já que tenho tantos outros na lista de espera.


Até.




04/06/2013

Boa tarde leitores , 

Comecinho da semana ainda ( sem regalias de feriado HAHA) mas vamos ai, sem desanimar. Bom, queria saber várias coisas de vocês , a primeira é o que acharam das postagens da semana passada (gostaram? odiaram? acham que deveria continuar?) , a segunda é se vocês têm alguma sugestão para o melhoramento das postagens e a terceira é quais as sugestões de temas para essa semana. E galera, por favor, vamos comentar ai os temas que vocês querem ver aqui no blog tá! 
                  
              Boa semana para vocês, espero as sugestões, abraços!

Olá, pessoal!!!

Bora saber qual é o livro indicado deste mês?


ISBN: 8575035711
Ano: 2007
Editora: Cosac Naify
Páginas: 56




 Criado por Davide Cali e Serge Bloch  em 2005, "Fico à Espera" ganhou o prêmio " Baobab" como o melhor livro do ano.

 O livro mostra a trajetória de pessoas comuns, que muitas vezes ficam na expectativa  de algo, como o natal ou filme e até mesmo um bebê.

"Fico à espera... de crescer... de que a chuva pare... do amor... do fim da guerra... de uma carta"

A arte gráfica é maravilhosa e muito criativa! Com pouquíssimas passagens escritas e muitos desenhos, que em seu formato lembra uma carta.

Super recomendo!

Beijão!


03/06/2013

Caros leitores,

 recebi hoje, este vídeo junto com uma carta de jovens procurados pela Nova Ordem. Me pediram para postar ele na internet, ai esta ele. #EditoraNovoConceito




Aproveitem e Sigam o Canal do Blog!

Olá, pessoal!!









  " As fan fictions – histórias baseadas em outros sucessos escritas por fãs – são publicadas há anos em sites do ramo de forma gratuita. "
  Amazon americana anunciou hoje uma plataforma de publicação dessas obras, o Kindle Worlds, que com o apoio inicial da Alloy Entertainment (Warner Bros.), aceitará histórias baseadas emGossip GirlPretty Little Liars, e The Vampire Diaries. Em breve haverão mais parcerias.
  O escritor ficará com 20% a 35% dos lucros, tendo uma parte que é encaminhada para os detentores dos direitos do original também. O preço de capa é definido pela Amazon e fica entre U$0.99 e U$3.99.
  Serão aceitos romances, novelas e histórias curtas. “Amazon Publicações irá adquirir todos os direitos para sua nova história, incluindo os direitos de publicação no mundo todo(…)”.
E ai o que acharam? 
Até.

02/06/2013

Olá, pessoal!!!


O escritor americano em foto da mulher, Paris McBride


Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

  Seria apenas meia hora de conversa por telefone e o assunto não poderia fugir muito de “Wild Cards”, série  coletiva sobre super-heróis que George R.R. Martin edita e na qual escreve desde os anos 1980. Duas das condições com as quais chegou até mim, no mês passado, a possibilidade de entrevistar o autor de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que nunca tinha falado a jornais do Brasil, país que está entre aqueles onde ele tem hoje mais leitores.

  Confesso que bateu aflição à medida que lia entrevistas com ele. GRRM é um bom entrevistado, mas a paixão que sua obra desperta e a atenção implacável de fãs fez com que já fosse questionado sobre todo assunto que se possa imaginar, e as respostas tendem a se repetir. No fim, até ajudou falar de um tema menos abordado, “Wild Cards”, cujo volume 1 a editora LeYa acaba de pôr nas lojas (o segundo e o terceiro saem em novembro). E, é claro, fui encaixando na conversa as “Crônicas” e “Game of Thrones”, a série da HBO baseada nos livros.

  Em “Wild Cards”, como nas “Crônicas”, GRRM dá um tratamento mais adulto, por assim dizer, a temas que tendem a ser associados ao juvenil (super-heróis, fantasia), com violência, política e sexo como pano de fundo. A boa notícia para os fãs das “Crônicas” é que GRRM hoje quase não ocupa seu tempo escrevendo para “Wild Cards”, embora editar a obra seja, como ele diz, “o trabalho mais desafiador” nesse sentido.

  “Wild Cards”surgiu como RPG nos anos 1980. GRRM convidou vários amigos nerds a escrever contos a partir dessa premissa: um vírus alienígena que, em 1946, infectou terráqueos com sintomas imprevisíveis, matando muitos, dando superpoderes a uns e deixando outros deformados. Nisso, já foram 22 livros, histórias isoladas com personagens que se repetem e cujo fio narrativo é unificado. Cabe a GRRM reescrever muita coisa e fazer o conjunto funcionar, “conduzindo a sinfonia como se fosse uma big band”.

  Folha – O sr. se tornou escritor devido ao interesse por quadrinhos, como costuma dizer, e em “Wild Cards” o sr. leva os super-heróis dos quadrinhos para a literatura. Como é usar na literatura um tema tão característico das HQs?

George R.R. Martin - Bom, nós buscamos, nos livros, fazer uma abordagem mais realista. Para começar do básico: eu amo quadrinhos, cresci lendo quadrinhos, mas há muitas convenções no formato que não fazem sentido quando você pensa nelas. A noção de que alguém que consegue superpoderes vai imediatamente comprar uma roupa de spandex e combater o crime. Não acho que isso funcione. No mundo real, se você conseguisse superpoderes, se eu tivesse a habilidade de voar, bem, provavelmente eu ainda seria um escritor, com a diferença de que não andaria mais de aviões. Isso iria mudar minha vida, mas não como acontece nos quadrinhos.

Então essa foi a situação quando pensamos no básico. Partimos da premissa: ok, depois da Segunda Guerra, algumas pessoas conseguiram superpoderes. Poderes e habilidades que vão muito além daquelas dos simples mortais. E começamos a pensar como o mundo seria transformado, como a vida das pessoas atingidas seria transformada.



Outra diferença entre “Wild Cards” e outras histórias de heróis é que a série lida mais diretamente com a história real e, conforme ela passa, muda seus rumos.

Sim, o realismo nos fez colocar os super-heróis no tempo real, interagindo com o mundo real. Por exemplo, eu lembro, quando era garoto, que estava na escola e apareceu o Homem-Aranha. Ele estava no ensino médio, igual a mim. Houve uma identificação imediata, e pude entender problemas pelos quais ele estava passando. Então me formei no ensino médio e entrei na faculdade, e o Homem-Aranha terminou o ensino médio e entrou na faculdade, Peter Parker fez isso. Estávamos mudando.

Mas saí da faculdade em quatro anos, e o Homem-Aranha levou uns 20 anos para se formar. E, depois que saiu da faculdade, ficou preso naquela coisa de ser um cara de 20 e poucos anos que tinha acabado de sair da faculdade. E ficou um tempo casado, e depois não estava mais casado, disseram que o casamento nunca tinha acontecido. Você pega um livro do Homem-Aranha hoje e ele ainda tem lá seus 23 anos e saiu da faculdade poucos anos atrás. Lembro ter lido livros do Homem-Aranha em que ele estava envolvido em demonstrações dos anos 1960 conta a Guerra do Vietnã… Obviamente, o tempo dos quadrinhos não faz o menor sentido. Ele era da minha geração e agora é parte de uma geração muito mais jovem.

O Superman veio à Terra nos anos 1920, eu acho, e aterrissou pequeno e se tornou o Superman público no final dos anos 1930, mas, agora, se você lê os livros, ele veio à Terra em 1995 ou algo assim. Os criadores ficam revisando a história para mantê-los eternamente jovens, e essa é uma armadilha na qual decidimos não cair em “Wild Cards”. Queríamos fazer algo mais ligado ao tempo real. Heróis que conseguiram seus superpoderes em 1946, data do primeiro “Wild Cards”, e tivessem 20 anos naquela época, bem, agora eles estão aposentados, estiveram casados, têm filhos e casaram de novo e seus filhos cresceram. Eles tiveram todo tipo de problema que as pessoas têm ao longo da vida. Ser superforte ou lançar raios pelos dedos não eliminam os problemas que as pessoas têm na vida real.

E como surgem esses novos heróis com o tempo, à medida que os outros envelhecem?

  Isso depende. A genética de “Wild Cards” é complicada. É uma mudança na estrutura genética e se torna uma… Se os dois pais têm o vírus do “Wild Cards”, então a criança seria um Carta Selvagem [na tradução da LeYa, embora o título do livro seja em inglês, os infectados recebem no texto o nome em português], mas poderia também morrer, porque 90% das pessoas que pegaram o vírus e tornaram Rainha Negra [gíria para morte usada nos livros], como dizemos, morrendo. E 10% viram Curingas [personagens que ficam deformados], só um em cem se torna Ases e acabam como super-heróis. O bebê infectado tem as mesmas chances de qualquer um, não é algo simplesmente herdado.



Os Curingas, nesse sentido realista, são importantes para tratar de questões como o preconceito, não?


  Sim, sim. Muitas mutações não são boas. Queríamos dizer: ‘Sabe, se você sofresse uma mutação como essas dos quadrinhos, seria possível que isso não fosse tão bom, e isso é muito mais provável que uma mutação boa, inclusive’. Isso torna a história diferente de qualquer outra da Marvel, da DC Comics, Universal, a comunidade Coringa e a existência desse segundo time junto com os superpoderosos Ases, isso é algo que ninguém mais faz.



Acontece de um autor escrever para “Wild Cards” algo que o sr. acha que não vai caber na história como um todo e isso ser vetado? Como é escrever em equipe para um autor tão acostumado a escrever sozinho [como em "As Crônicas de Gelo e Fogo"]?

  Isso acontece o tempo todo. Vem acontecendo há 20 anos, e por isso sou necessário como  editor. Os autores escrevem suas histórias e meu trabalho principal, além de também escrever as minhas, é juntá-las. E há um grande trabalho de reescrita envolvido, porque as histórias nunca ficam perfeitas juntas de primeira. Às vezes, tenho autores que escrevem duas cenas que se contradizem ou que se duplicam, e essencialmente eu conduzo a sinfonia aqui, como se fosse uma “big band”, com todos os instrumentos e personagens funcionando juntos.

 É um trabalho difícil. Editei uma série de publicações ao longo dos anos, mas o trabalho envolvido em “Wild Cards” é certamente o mais desafiador tipo de edição, simplesmente  porque você tem que pensar em equipe e ao mesmo tempo conseguir boas histórias dos escritores. Criamos um mecanismo pelo qual o criador de cada personagem revisa o texto quando seu personagem é usado por outro escritor. Além de mim como editor, os escritores interagem. Então, se alguém vai usar um personagem meu, como o Tartaruga, posso dizer:  ”Não, ele não diria isso dessa maneira”, ou “Ele nunca faria isso”. Muita reescrita. Mas, felizmente, a maior parte dos escritores faz o trabalho com muita vontade, adora escrever sobre esses personagens e esse universo.



Há algum personagem de outros autores que você gostaria de ter criado?

  Provavelmente o Dorminhoco, que foi criado por Roger Zelazny, um amigo querido e um dos melhores escritores que a ficção científica já produziu. É muito original, parte do time original [personagens do primeiro livro]. O Dorminhoco é flexível, tem suas características,  mas pode caber em praticamente qualquer história dos outros autores, às vezes como herói, às vezes não. E ele é um homem do nosso tempo. Ele vive em 2013, era um garoto quando o vírus chegou à Terra, em 1946, então ele se lembra de um mundo diferente. Toda vez que ele vai dormir, não sabe como vai acordar [se com poderes de Ás ou deformidades de Coringas] ou se vai acordar. É um personagem incrível, provavelmente o mais icônico do “Wild Cards”.



Atualmente a série está saindo em vários países, mas a maior parte das histórias se passa nos Estados Unidos. Não pensam em torná-la mais global?

 A maior parte das histórias se passa em Nova York. Mas, de tempos em tempos… O quarto livro da série, chamado “Aces Abroad”, é um livro no qual os personagens fazem uma turnê mundial, visitam várias cidades. Acho que eles passam pelo Brasil, embora não tenham uma história aí. Mas temos uma história no Peru. E temos histórias no Oriente Médio, na Europa Oriental e Ocidental, no Japão. Depois, muitos volumes depois, aparecem histórias que têm uma base mundial. A série que começa com “Inside Straight”, volumes 18, 19 e 20, começa em Los Angeles, passa para o Egito e o Oriente Médio, e lá e personagens se envolvem com a ONU. Tentamos dar um sabor mais global. Soube que no Brasil pediram por esses livros, gostaria de sediar histórias aí. Isso seria divertido.



Os direitos de adaptação foram comprados pela Universal para o cinema. Em que pé está isso? O sr. lida bem com a ideia de transformar a série em um único filme, algo que não quis aceitar para “As Crônicas de Gelo e Fogo”?

  Bom, Wild Cards não é bem uma história, são centenas de histórias, é um mundo. Esperamos que o primeiro filme conte uma história de um grupo particular de personagens, e, se fizer sucesso, o segundo filme pode ser com um time completamente diferente de personagens. E pode ser no passado, no futuro. Temos centenas de personagens e histórias. É uma franquia incrível, que funciona para uma série de filmes, que é o que esperamos conseguir, ou para uma série de TV, o que pode vir a acontecer se os filmes fizerem sucesso. Mas agora estamos no estágio inicial, Melinda Snodgrass [uma das autoras da série e coprodutora, com GRRM, do fillme] está escrevendo o roteiro, está no segundo rascunho. Estamos esperando.



Os leitores no Brasil o conhecem mais como autor de fantasia que de ficção científica. É diferente criar uma e outra?

  Não há grande diferença. Em ficção científica, você tem aliens e naves espaciais; em fantasia, tem dragões e cavaleiros, mas de toda forma está contando histórias, e o coração de toda história, no passado, no presente ou no futuro, seja ficção científica, seja mistério, seja romance, o coração de qualquer história são os personagens. Se você tem bons personagens, que os leitores achem interessantes e com os quais se preocupem, sua história vai funcionar. Não importa o gênero.

 William Faulkner, o grande escritor americano, uma vez disse que o coração humano em conflito consigo mesmo é a única coisa sobre a qual vale a pena escrever, e acredito nisso. Não acho que o gênero importe tanto.



Se o gênero não importa tanto, e considerando que o sr. gosta de histórias muito realistas, envolvendo questões políticas, violência, sexo, nunca pensou em escrever abrindo mão da fantasia?

 Gosto de violência, sexo e política, é verdade [risos]. Mas fantasia, bom, eu amo a fantasia, ela permite usar a imaginação. Quando eu era criança, vivia uma vida de imaginação. Éramos pobres, não tínhamos dinheiro, não íamos a  lugar nenhum. Vivíamos perto de um canal, e eu olhava a água, e eu via embarcações o tempo todo indo a Hong Kong ou Japão ou França ou Brasil, eu olhava para as bandeiras e imaginava quem estava naqueles navios. Daí começava a pensar também como seria estar em naves espaciais ou com aliens. É tudo imaginação. Amo ser levado a mundos fabulosos de maravilhas e cores.



O sr. ainda tem tempo para se dedicar a “Wild Cards”? Os leitores de “As Crônicas de Gelo e Fogo” permitem isso?

  Bom, alguns ficam irritados. Mas, dito isso, hoje não escrevo muito para “Wild Cards”. Faço a edição, que é algo que demanda tempo, mas não tanto quanto escrever as histórias. Gostaria de escrever mais para “Wild Cards”, adoro esse mundo, adoro meus personagens nesse mundo, mas não posso até terminar as “Crônicas de Gelo e Fogo”. Essa é a minha prioridade, ainda tenho dois livros a terminar e isso vai me tomar alguns anos, e ainda tenho a série de TV vindo atrás de mim.



Como é a receptividade de “Wild Cards” entre os fãs? Eles não chegam a ser intensos como os das “Crônicas de Gelo e Fogo”, imagino.

 Eles existem em menor número. “As Crônicas de Gelo e Fogo” são a coisa mais bem-sucedida que fiz, então tem mais leitores. Mas os fãs de “Wild Cards” também sabem ser intensos, formam relações com personagens diferentes. Odeiam alguns, amam outros, discutem quem venceria quem numa briga. É sempre interessante. No geral, adoro a intensidade dos fãs. Você quer que eles se importem, que discutam os livros e implorem por lançamentos. A pior coisa para um escritor é quando os leitores não se importam, o que é a triste verdade para a maior parte dos escritores.



Sobre a relação com fãs, o sr. já disse que prefere não ler o que eles escrevem, como as fanfics [histórias de fãs usando universos de um escritor], inclusive para não ser acusado de plagiá-los. Como lida com a ideia de que um dia deixará sua história de herança para outros, como aconteceu com Tolkien?

[pausa] Bem, algum dia, eu imagino, sim…



Digo, um dia num futuro distante, é claro.
Certo [risos]. Não me preocupo com o futuro distante. Acho que o presente me mantém ocupado o suficiente.



 O sr. lida com muita pressão para terminar as “Crônicas”, há quem até tenha medo de que não consiga terminar o sétimo livro, dado que já se passaram mais de 20 anos desde que começou a escrever e ainda faltam dois títulos. O sr. costuma dizer que guarda na memória, mas não tem algo no computador, uma linha geral, algo que eventualmente sirva como base num futuro distante?

T enho alguma coisa anotada, sei para onde está indo a história e estou seguindo isso. Não tenho todos os detalhes anotados, isso é algo que prefiro pensar à medida que escrevo.  Essa é a aventura de escrever, quando os personagens e a linha da história vão para lugares não imaginados, mas sei as principais coisas que vão acontecer. Sou um escritor lento, reescrevo tudo. Não imagino que isso vá mudar, então as pessoas que ficam aflitas com a chegada dos meus livros vão ter que se acalmar e lidar com isso. Não posso ir mais rápido só porque estão impacientes.



Quando o sr. começou a criar “Wild Cards”, não se usava a internet. Com o tempo se popularizaram não só a internet como ferramentas de pesquisa, como o Google, e de organização. Há escritores que usam Excell, que nem é uma ferramenta nova, para se organizarem. Como lida com essas tecnologias?

 Elas foram bastante úteis para “Wild Cards”, preciso dizer. Quando começamos, e estamos falando do início do início dos anos 1980, com o primeiro livro saindo em 1987, não havia internet. Muitos dos escritores nem computadores tinham, era tudo na base da máquina de escrever. Tínhamos de redigitar as histórias, e então havia ligações telefônicas, enormes distâncias a superar… Mas isso mudou com o tempo.

  Na metade dos anos 90, vários de nós já estávamos na internet, e existia um serviço, que não  existe mais, da General Electric, que tinha fóruns e mensageiros, nos quais você podia tratar assuntos privados. Criei diferentes tópicos sobre “Wild Cards”, e discutíamos ali, o que certamente era bem mais fácil que fazer ligações telefônicas e mandar pelo correio os manuscritos ao redor dos Estados Unidos. Agora, é claro, está tudo na internet, mandamos tudo por e-mail. Isso faz as coisas mais fáceis quando você trabalha em grupo.

  Agora, com as “Crônicas de Gelo e Fogo” não uso nada disso. Sou só eu, sozinho, com meu computador, escrevendo histórias. Sim, quando termino posso mandar por e-mail ao meu editor, mas é algo muito básico para escrever. Não uso nenhum tipo alta tecnologia. Na verdade, faço a maior parte do meu trabalho num DOS [sistema operacional comum nos computadores até os anos 1990].

  E também tenho algo que não chega a ser uma tecnologia nova, que é função de busca do computador, o que torna fácil encontrar detalhes como as cores dos olhos dos personagens.  Tenho um arquivo gigante que contém todos os cinco livros e posso pesquisar neles para evitar contradições.



O sr. trabalha como consultor de “Game of Thrones”, série de TV baseada nos livros, sem poder de veto, até onde entendo. Como lida com as mudanças feitas pelos roteiristas, que estão mais comuns nesta terceira temporada? Há alguma solução deles que o sr. chegou a achar melhor do que o que estava no livro?



 Bom, adoro a série de TV, mas gosto mais dos livros. Foi de grande ajuda para mim, em relação a série, o fato de eu ter trabalhado em TV por dez anos, nos anos 1980 e 1990 [foi roteirista das séries "Além da Imaginação" e "A Bela e a Série"]. Não trabalhava na criação, adaptava material de outros escritores. Então sei o tipo de alterações que são necessárias, em geral por questões práticas, como ter só uma hora por episódio, ter que encaixar tudo num certo orçamento.

 O orçamento de “Game of Thrones” é grande na comparação com outros do tipo, mas ainda é um orçamento. Você não tem todo o dinheiro de que precisa nem pode contratar todos os atores de que gostaria. Com isso, personagens têm de ser combinados, outros têm de ser modificados, situações também. Temos dez episódios por temporada. Sempre disse que o ideal seriam 12 episódios, o que permitiria aproveitar mais personagens e situações que infelizmente ficam de fora, mas seria caro. Dez episódios é o que temos, e acho que fazem um trabalho excelente com isso. De algumas das mudanças eu gosto, por outras não são sou tão apaixonado. Mas entendo a necessidade de todas elas.



Pode dar exemplos de mudanças de que goste ou não?

  Acho que as novas cenas que estão inventando para o programa estão funcionando, muitas são perfeitas, algumas das melhores da série estão nesses episódios. Sinto falta de algumas das cenas com o Mance [Ryder] ou diálogos que foram cortados. Algumas mudanças eu não faria. Fiz os livros por razões que eram minhas e prefiro na maior parte dos casos elas tal como estão nos livros.



Impressiona a dimensão geográfica e genealógica que a história toda tomou. Ela chega a fugir do seu controle?

 Isso é uma razão por que demoro tanto escrever. A história foge constantemente do meu controle. Reescrevo muito, vou seguindo os personagens e às vezes eles me levam pelo caminho errado, então tenho que voltar e entender o que deu errado. E então reescre, coloco numa ordem diferente, até entender como deve ser.



O sr. usa com muita frequência os chamados cliffhangers [estratégia para prender o leitor ao final de cada capítulo]. Diria que é uma forma de arte?

 Sim, definitivamente. Esses dez anos em que fiz televisão me ensinaram muito sobre isso. Não sei como é no Brasil, mas, na TV americana, os programas têm muitos comerciais. E é preciso que a cada ato, considerando que um programa tem de quatro a cinco atos em uma hora, exista o chamado “act break”, que pode ser um cliffhanger, embora não precise ser. Algo como uma revelação, um personagem que descobre algo, alguma coisa que impeça que o espectador mude de canal no comercial e que o faça pensar no que vai acontecer.



 Essa é uma técnica boa, que prende as pessoas na história. Em “Game of Thrones”, mesmo não tendo intervalos, eu queria que cada capítulo terminasse com um “act break”. Alguma coisa acontecendo do final de cada capítulo, por exemplo, da Arya, que fizesse você imediatamente querer saber o que acontecerá no capítulo seguinte. Mas você não pode saber isso imediatamente, porque agora tem que ler um capítulo do Tyrion ou do Jon Snow. E então você lê o capítulo do Tyrion e ali acontece algo que faz você querer ler o próximo capítulo dele. O ideal é que funcione com todos os personagens. Não é uma técnica fácil, mas acho que tem funcionado.



Qual o sr. diria que é o tema central das “Crônicas” e o que elas refletem da visão que o sr. tem de política ou das sociedades atuais?

 Um tema central é certamente a  disputa de poder. As relações de políticas e de governos. Mas prefiro pensar menos em temas e mais em histórias individuais, o que nos leva de volta aos personagens, à questão do coração de que falou Faulkner. Estou mais interessado no que Jon ou Dany faria agora do que nas falhas das sociedades médias como um todo. Os personagens se tornaram muito verdadeiros para mim e espero que também para ao leitor.

O mundo é minha criação. Não estou interessado em criar uma alegoria ou fazer um comentário político ou social, mas inevitavelmente meus pontos de vista e minhas opiniões estão lá, porque eles fazem parte de mim.


Fonte

01/06/2013

Olá, pessoal!!!

  Leitores do Baú de Histórias, foi divulgado ontem (31/05) a capa do quarto volume da série "Os Heróis do Olimpo". A Casa de Hades tem lançamento previsto para outubro deste ano, nos Estados Unidos. 

Cuidado! Spoilers na sinopse!

"Em A Marca de Atena, Annabeth e Percy caem em um poço que os leva direto ao Tártaro. Os outros cinco semideuses devem colocar de lado sua dor e seguir as instruções de Percy para encontrar o lado mortal das Portas da Morte. Se eles conseguirem vencer as forças de Gaia pelo caminho, e Percy e Annabeth sobreviverem à Casa de Hades, então os Sete serão capazes de fechar as portas de ambos os lados e evitar o levante dos gigantes de Gaia. Por outro lado, se as portas forem seladas, como Percy e Annabeth escaparão?"
Então eu gostei da capa e vocês?

Beijão!

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