The Miserable Mill - Lemony Snicket (A Series of Unfortunate Events #4)


Cá estou! Continuando minha aventura com livros no original, trago minha opinião sobre The Miserable Mill (Serraria Baixo-Astral no português), o quarto livro da série A Series of Unfortunate Events, do autor Lemony Snicket.


Série: A Series of Unfortunate Events #4
Páginas: 216
Ano/Edição: 2009
Minha avaliação: 3/5
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Sinopse: "Na opinião de Lemony Snicket, "de todos os volumes que contam a vida infeliz dos órfãos Baudelaire, Serraria baixo-astral talvez seja o mais triste até agora". Alto-Astral é o nome da serraria que serve de cenário para as novas calamidades que Klaus, Violet e Sunny serão obrigados a viver. Trata-se de uma "ironia do destino", pois ali, no meio daquelas árvores derrubadas, daquelas enormes toras de madeira, o que as três crianças vão encontrar é mais uma coleção de coisas horripilantes, tais como uma gigantesca pinça mecânica, bifes do tipo sola de sapato, uma hipnotizadora e um homem com uma nuvem de fumaça no lugar da cabeça. A vida dos Baudelaire é mesmo muito diferente da vida da maioria das pessoas, "a diferença principal estando no grau de infelicidade, horror e desespero"...Diante desse quadro, algum leitor desavisado pode desconfiar: "Como é que alguém vai se divertir com um livro desses, se as personagens não param de sofrer?!". A pergunta faz sentido, mas é justamente aí que descobrimos um dos melhores segredos de Lemony Snicket, pseudônimo do americano Daniel Handler. Ele leva o exagero às raias do absurdo, faz o realismo perder feio para o mais deslavado faz-de-conta e o resultado não poderia ser outro: um jogo literário incessantemente bem-humorado. Em 2005, Jim Carrey estrelou uma versão cinematográfica dos três primeiros livros da série, no papel de conde Olaf."

Desta vez, Violet, Klaus e Sunny são enviados para morar e trabalhar na Serraria Alto-Astral, localizada na triste cidade de Paltryville. Aí já percebemos que, de todos até agora, esse é o livro mais absurdo. Crianças e trabalho escravo? Meu Deus!

O nome da serraria é uma piada completa, já que as condições de trabalho são terríveis, o pagamento é feito em cupons e o almoço se resume a chicletes (literalmente). Para piorar, o novo tutor das crianças é um homem cujo rosto ninguém consegue ver por causa de uma eterna nuvem de fumaça de charuto, e o Conde Olaf surge disfarçado de "Shirley", uma recepcionista de consultório óptico que não engana ninguém, tirando, é claro, TODOS os adultos deste livro…
"A ironia é como um sanduíche de presunto picante: às vezes é difícil de engolir, mas você aprecia o sabor."
Confesso que estou começando a enjoar dessa dinâmica, dessa fórmula, sabe? Mesmo que aqui o autor esteja explorando a completa perda de controle da situação (como o paralelo da hipnose de Klaus, que funciona como uma alusão à perda da infância, além da exploração do trabalho infantil e da “cegueira” dos adultos), os perigos e os desfechos estão se tornando cada vez mais óbvios.

O ponto mais legal neste quarto livro é que, pela primeira vez, os irmãos não estão 100% unidos. Com o Klaus “abatido”, sobra para as duas irmãs tomarem as rédeas da situação para desvendar o “mistério”.

Dito isso, acho que vou tirar um tempinho dessa série gigantesca... pelo menos até eu começar a sentir saudades desses completos absurdos e do sofrimento dessas crianças.
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About Carolina Piovesan

Oi prazer, me chamo Carolina Piovesan mas pode me chamar de Carol. Tenho 26 anos sou formada em 2 graduações (sistemas e Biomedicina) e tenho algumas várias pós graduações.📜Sou proprietária e Artesã da loja literária Lórien Club e além disso, sou CLT como Product Owner em uma empresa Tech/Saúde 💻.

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