Talvez o livro mais "8 ou 80" da Freida? É uma leitura que mistura a “comédia ácida” de uma vingadora doméstica com o velho e conhecido jogo psicológico cheio de reviravoltas malucas da autora.
Sinopse: "Da mesma autora do sucesso internacional A empregada.Um dia ela resolveu dar um basta. Debbie Mullen está furiosa. Há anos ela oferece seus melhores conselhos na coluna Querida Debbie, para a qual mulheres escrevem em busca de soluções para problemas do dia a dia. Em seu trabalho, Debbie ouve inúmeras esposas que são ignoradas, menosprezadas e até mesmo agredidas pelo marido. E sempre faz o possível para lhes apontar um caminho. Mas ultimamente sua própria vida está saindo do controle. As duas filhas adolescentes estão se comportando de forma estranha. Ela acabou de ser demitida. E seu marido, de acordo com o aplicativo de rastreamento do celular dele, está guardando algum segredo. Agora Debbie cansou de ser compreensiva, sensata e prática. É hora de seguir os próprios conselhos. E é hora de se vingar de todas as pessoas a seu redor que mais merecem.
Um suspense mordaz e subversivo sobre o que acontece quando as mulheres finalmente decidem fazer justiça com as próprias mãos."
Eu não sou uma leitora voraz da "Freidinha", não. A maior parte dos livros que leio dela são os escolhidos pelo clube do livro do qual faço parte, o “Amado Thriller”. Esse daqui dividiu opiniões por lá: tivemos fãs e haters... e eu estou definitivamente no primeiro grupo. Amei!
Aqui, conhecemos a Debbie Mullen, a mente por trás de uma famosa coluna de conselhos amorosos e familiares. Ironicamente, enquanto ela passa os dias ajudando outras mulheres a lidarem com maridos “idiotas” e problemas cotidianos, sua própria vida conjugal está indo de mal a pior (bem pior).
Em um curto espaço de tempo, ela perde o emprego, suas filhas adolescentes mostram que estão guardando segredos demais e, claro, a localização do celular do seu marido mostra que algo de errado não está certo (sim, o casal possui um aplicativo de rastreamento instalado). É aí que o limite de Debbie estoura: ela decide parar de ser a moça sensata e começa a aplicar seus próprios conselhos de um jeito muito mais... definitivo.
A Debbie é, de longe, a minha protagonista favorita da Freida. Ela é divertida, sagaz e, ao mesmo tempo, manipuladora. Não tem como você não torcer por ela, o famoso "passar o pano", sabe? E o plus é que, durante a leitura, nós temos acesso aos trechos da coluna de conselhos “Querida Debbie”, o que funciona tanto para construir o mistério quanto para dar um toque engraçado e absurdo à narrativa.
"Passei anos dizendo às mulheres para manterem a calma. Mas ninguém me avisou que a calma é a primeira coisa que quebra."
Eu faço um paralelo pessoal dessa leitura com o quarto livro de Desventuras em Série. Ambos têm uma trama completamente absurda e as coisas que acontecem não “fazem muito sentido”, mas, mesmo assim, a experiência de leitura que eu tive com cada um foi bem diferente: enquanto o do Lemony eu achei chato, esse daqui me pegou completamente!


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