Se você estava sentindo falta de um romance rápido, com aquele clima de "só existe uma cama" (que, no caso aqui, vira uma lareira), a Ali Hazelwood entrega exatamente o que a gente precisava.
Gênero: Romance
Data de Lançamento BR: Dezembro de 2025
Número de Páginas: 90
Editora: Arqueiro
inha avaliação: 3/5
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Tudo que Jamie Malek quer é pegar emprestada uma assadeira para a ceia de Natal porque seu pai pediu. Infelizmente, para isso ela precisa encontrar Marc, o irmão problemático da sua melhor amiga. Há alguns meses, ela partiu o coração dele e os dois se afastaram.Jamie queria ir logo embora dali, mas, em meio a uma nevasca, acaba sendo obrigada a permanecer com Marc até o tempo melhorar.Aquecidos por uma lareira crepitante, eles começam a relembrar o passado. De repente, Jamie percebe que ficar presa em uma casa com um homem que ela não imaginava rever talvez não seja uma forma tão ruim de passar uma noite de inverno.
É mais uma leitura clichê, e não estou falando mal, não! Vocês me conhecem e sabem que eu adoro a fórmula da autora. Aqui, conhecemos a Jamie, que só precisava de uma assadeira para a noite de Natal, mas que, graças ao destino (e a uma nevasca catastrófica), acaba tendo que passar a noite na casa do Marc. O detalhe? Ele é irmão da sua melhor amiga de infância, um gato e o cara cujo coração ela estilhaçou há alguns meses.
Caso você não conheça a fórmula Hazelwood (ou tenha esquecido), temos aqui uma protagonista decidida e inteligente, porém afundada em um poço de confusões sentimentais. Ela tenta manter a distância entre o profissional e o emocional, mas a proximidade com o Marc faz todas as suas defesas desmoronarem. Já o Marc é o típico bad boy incompreendido: superinteligente, capa da Forbes, mas problemático e que sente demais. Os sentimentos dele são palpáveis, seja o amor ou a dor.
O cenário principal é a casa e a lareira, e a autora sabe muito bem como aproveitar isso. Ela cria diálogos rápidos e cheios de faíscas, onde a gente fica só esperando para ver quem vai ceder primeiro. Por ser um conto, a narrativa vai direto ao ponto, sem enrolação. A nevasca funciona como o catalisador perfeito para criar aquele ambiente íntimo que faz o leitor se sentir "preso" ali com eles.
“O gelo entre nós era espesso, mas o fogo na lareira não era nada perto do que ainda queimava aqui dentro.”
É uma leitura curta, sexy e com aquele toque de sarcasmo que a Ali sempre coloca em seus personagens. É um conto que deixa o coração quentinho, mas também faz a gente pensar sobre as oportunidades que perdemos por medo de encarar o passado.
"Algumas nevascas acontecem para nos impedir de fugir do que realmente importa."


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