Gênero: Fantasia / Horror / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério
Data de Lançamento BR: 2025
Número de Páginas: 272
Editora: Arqueiro
Minha avaliação: 4/5
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Nove anos se passaram desde a enchente em Perdido, mas a tensão entre Elinor e Mary-Love continua cada vez mais forte, afetando todo o clã Caskey.
Miriam e Frances, as duas filhas de Elinor, são criadas como rivais, em casas diferentes. E é na residência de Frances que se encontra algo sombrio e implacável, à espreita de sua próxima vítima...
Neste terceiro volume da saga Blackwater, a gente vê o resultado das escolhas feitas lá atrás. Nove anos se passaram e o tempo avançou, mas a rivalidade entre Elinor e Mary-Love continua tão intensa quanto antes. Agora, as consequências dessa briga atingem diretamente a nova geração. As filhas de Elinor, Miriam e Frances, crescem em ambientes diferentes e praticamente como rivais, refletindo a guerra silenciosa entre a mãe e a avó. Enquanto isso, algo sombrio começa a se manifestar dentro da casa onde Frances vive, trazendo uma sensação constante de perigo à história.
Dessa vez, McDowell transforma a casa em um elemento quase vivo da história.
"Existem segredos que nem as paredes de uma casa conseguem abafar para sempre."
A dinâmica entre as irmãs é fascinante e triste ao mesmo tempo. Miriam se tornou uma versão jovem da avó: materialista, altiva e distante da própria mãe. Já Frances é uma personagem que desperta muita empatia; ela é sensível e parece carregar um fardo que ainda não entende totalmente. A guerra entre Elinor e Mary-Love continua sendo o combustível de tudo, mas agora elas usam as netas como peças em um tabuleiro de jogo emocional.
"O ódio, quando guardado por muito tempo em uma gaveta, acaba criando mofo e contaminando tudo ao redor."
A Casa faz a gente pensar sobre como o ódio e o rancor podem atravessar gerações. É doloroso ver duas irmãs crescendo como rivais por causa de uma briga que nem é delas. O final deixa um gancho incrível e a sensação de que a proteção que Elinor tentou construir para a família está começando a rachar.
Este é, até agora, o volume mais tenso da saga. Ele mexe com medos muito básicos: o medo do que está no escuro e o medo de quem deveríamos amar. McDowell prova mais uma vez que é mestre em misturar o drama familiar com o fantástico de um jeito que a gente não consegue parar de ler.


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