Olá, leitores!!!
Hoje é dia de resenha – faz tempo que não
tem resenha minha não é? Desculpem -. Moby Dick por Herman Melville.
Gênero: Literatura Americana; Clássico - Autor: Herman
Melville
Editora: Abril, coleção: O Prazer da Leiura
Páginas: 288 (Adaptação Ilustrada)
Classificação: 2/5
Editora: Abril, coleção: O Prazer da Leiura
Páginas: 288 (Adaptação Ilustrada)
Classificação: 2/5
“Na cidade de New Bedford, em Massachusetts, o marinheiro Ismael conhece o arpoador Queequeg e, juntos, partem para a ilha de Nantucket em busca de trabalho no mercado de caça às baleias. Lá, eles embarcaram no baleeiro Pequod para uma viagem de três anos aos mares do sul. Entre eles, tripulantes de diversas nacionalidades: os imediatos Starbuck, Stubb e Flask; os arpoadores Tashtego e Daggoo, além de Ahab, o sombrio capitão que ostenta uma enorme cicatriz do rosto ao pescoço e uma perna artificial, feita do osso de cachalote. Obcecado por encontrar a fera responsável por seus ferimentos e que nenhum arpoador jamais conseguiu abater - a temível "Moby Dick" -, o capitão Ahab conduz o baleeiro e toda a sua tripulação por uma rota de perigos e incertezas.” -Skoob
Por que este livro?
Para quem não sabe, estou participando de
um desafio/lista de leituras chamada: The BBC Book List Challenge, então para saber
mais sobre ele visite esse link www.
Enfim o primeiro livro da lista que
escolhi foi o clássico Moby Dick do Herman Melville, ou seja, nova resenha para
o blog :)
Enredo
Todo mundo já
deve ter assistido pelo menos um desenho que tem como foco a grande e
assustadora Moby Dick – a baleia.
Ishmael era um tripulante em um navio
mercantil, que estava cansado de ficar em terra firme. Obviamente para ele
melhorar o humor devia voltar ao mar em suas antigas funções, mas não Ishmael
queria inovar, ele queria ingressar em um navio baleeiro.
Com pouquíssimo
dinheiro no bolso o homem procura um estalagem barata porém com o mínimo de
higiene. Chegando a “Estalagem do Esguicho da Baleia – Peter Coffin” onde
conhece um homem sinistro chamado Queequeg
que logo nas primeiras páginas descobrimos que ele é um canibal (s2).
Enfim, em
busca de um navio baleeiro Ishmael e Queequeg (esqueci de mencionar que o
canibal é um Arpoador, o homem que lança um arpão na baleia, o qual se junta a
bela causa do nosso narrador personagem) encontram o Pequod liderado pelo quase fantasma Ahab – já falo dele – um navio
que incrivelmente estão contratando marinheiros para uma viagem de mais ou
menos três anos em alto mar. Sem demora os dois homens aceitam o emprego.
O Capitão Ahab é um homem velho que nutre um ódio
gigantesco pela gigante cachalote Moby Dick, isso porque ela lhe arrancou a
perna e causou um terrível cicatriz no rosto. Desde então Ahab sai em busca
desse monstro jurando morte cruel.
Basicamente é
sobre o isso que o livro fala, a busca estonteante pelo monstro.
Narrativa
Como
já mencionei Ishmael é o nosso narrador personagem e acho que por esse motivo a
leitura se tornou uma decepção.
Durante 80%
do livro Ishamel conta sobre suas experiências, sobre como caçar um beleia,
como tirar gordura dela, sobre piratas etc. O que realmente importa – Moby Dick
– é realmente focado no final do livro, ou seja, totalmente desnecessário os
acontecimentos anteriores.
Não é que
detestei a leitura, atribuo minha decepção pela inexperiência na leitura de clássicos,
pois tenho certeza que se a escrita fosse um pouco mais simples, eu teria pelo
menos gostado um pouco mais dele.
Teve pontos dos
quais achei interessante, por exemplo o trecho onde Ishamel se auto questiona
se deve ou não orar para um deus do qual não se acredita:
“Eu era um bom cristão, nascido e criado no seio da infalível
Igreja Presbiteriana. Como poderia então unir-me a este selvagem para adorar um
pedaço de madeira? Mas o que é adorar? Você supõe, Ishmael, que o magnânimo
Deus da terra e do céu – inclusive dos pagãos – poderia sentir ciúmes de um
pedaço de madeira? Impossível! O que é adorar? Fazer a vontade de Deus? E o que
é a vontade de Deus? Fazer ao meu semelhante o que quero que ele me faça – é essa
a vontade de Deus. Bem, Queequeg é meu semelhante. O que desejo que Queequeg
faça por mim? Que se uma a mim no meu culto específico, o presbiteriano.
Portanto, devo unir-me a ele em seu culto, devo me tornar idólotra. Então
reverenciei com Queequeg o ídolo de madeira duas ou três vezes e beijei seu
nariz. (...)”
Outras
passagens foram muito bacanas mas nada tão digna desse citação. Acreditem ou
não ela me fez refletir sobre adorar e essas coisas que geram em torno.
![]() |
Queequeg |
Conclusão
Infelizmente
o livro não foi tão bom quanto eu esperava, como já disse teve suas ressalvas,
mas nada que me fizesse mudar de opinião. Se recomendo? Sim. De qualquer forma
ele é um clássico, e clássicos devem ser lidos.
Cada um tem
uma interpretação diferente do outro, você pode ler e amar.
Desculpem se
a resenha não ficou tão bacana, é difícil escrever sobre algo que você não
gostou. Enfim, deixem suas opiniões que mais uma
vez digo, são muito importantes para o meu crescimento e do blog também!
Até hoje eu só vi a Moby Dick no desenho do Pica-Pau haha achei que o livro fosse focar mais nela, não num "marujo" descrevendo as coisas dele, acho que seria melhor se focasse na baleia né, mas vai entender esse clássicos...
ResponderExcluirNão vi a Moby Dick no Pica-Pau =[ hueheuh
ExcluirRealmente clássicos devem ser lidos, afinal eles são classificados assim por algum motivo.
ResponderExcluirA questão (bem pessoal) é que Moby Dick nunca foi uma história que "falou" comigo, não sei exatamente o motivo, mas não me causou reação positiva.
Concordo com você que existem coisas bem desnecessárias no meio da história e isso torna tudo mais cansativo e menos animador.
Não indicaria como uma leitura inesquecível.
bjs
Se a leitura da versão adaptada já foi tensa, imagine a versão original de mais de 600 páginas?? Socorro.
ExcluirPor ser um clássico, sempre ouvi falar de Moby Dick, mas nunca me interessei em lê-lo, porém mesmo sem interesse no livro, imaginava uma história totalmente diferente, minha mente criou um cenário de aventuras no mar e muitas reviravoltas, afinal, falam tão bem da história, que era o mínimo que eu podia imaginar!
ResponderExcluirPoise, sempre ouvi as apessoas falarem que a leitura era sensacional e coisas do tipo, mas quando terminei o livro me senti enganada. Foi triste na verdade porque tinhas muitas esperanças nele.... Vou (mais adiante) procurar outro livro do autor para ver se o problema foi Moby Dick ou o autor...
ExcluirAbraços!
por incrível que pareça um clássico da literatura e eu nunca li....
ResponderExcluire acho que nunca tive curiosidade em ler...
e o que eu conheço de Moby Dick eu vi no pica pau e no Popeye.. kkkkkkkkkkk
quem sabe um dia ...