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O Teste, Joelle Charbonneau #1

Saudações!

Hoje trago minhas impressões sobre uma distopia que para alguns, minha opinião pode ser bem controvérsia. Estou falando de O Teste

Titulo: O Teste
Gênero: Distopia
Autor: Joelle Carbonneau
Formato: Físico 
Editora: Única
Páginas: 320
Ano:  2014
Nota: 2,5/5
"O Teste - No dia de formatura de Malencia ‘Cia’ Vale e dos jovens da Colônia Cinco Lagos, tudo o que ela consegue imaginar – e esperar – é ser escolhida para O Teste, um programa elaborado pela Comunidade das Nações Unificadas, que seleciona os melhores e mais brilhantes recém-formados para que se tornem líderes na demorada reconstrução do mundo pós-guerra. Ela sabe que é um caminho árduo, mas existe pouca informação a respeito dessa seleção. Então, ela é finalmente escolhida e seu pai, que também havia participado da seleção, se mostra preocupado. Desconfiada de seu futuro, ela corajosamente segue para longe dos amigos e da família, talvez para sempre. O perigo e o terror a aguardam.Será que uma jovem é capaz de enfrentar um governo que a escolheu para se defender?"


     O Teste, é o primeiro livro da trilogia intitulada com o mesmo nome, da autora Joelle Charbonneau. É também o primeiro livro de parceria com a Editora Gente pelo selo Única. Fiquei muito curiosa com a premissa (até por ser distopia) e imaginei que os comentários (parte de trás do livro) dois quais afirmavam que O Teste era extremamente parecido com Jogos Vorazes não fosse me incomodar muito. Pois é.

     Malencia Vale é um jovem, que vive na Colônia chamada Cinco Vales que está prestes a formar-se no “ensino médio”. Cia, está vivendo a aflição de diversos alunos de todos os lugares do país: Terei ou não uma chance de ir para a faculdade? Isso parece estranho já que o mundo em que vivemos, ir para a faculdade é tão comum quanto criança gostar de doce, mas não em Cinco Lagos ou qualquer outra Colônia.

     Após um conflito de estados e posteriormente entre países que deixou todo o mundo devastado, isso sem contar a redução drástica da população, os sobreviventes aos ataques de radiação foram divididos em grupos chamados Colônias (pode ser associado aos Distritos em Jogos Vorazes, e em alguns casos ás facções de Divergente). Alimentação adequada? Zero, Eletricidade para todos? Zero. Esperança de vida farta em todos os sentidos? Mínima. Resumidamente a única forma de um cidadão “se dar bem na vida” é ir para a faculdade, mas para isso é necessário ser escolhido para participar do Teste.

     Tal Teste é organizado pela Comunidade das Nações Unificadas que fica na Colônia mais rica e estável desse mundo, a Tisu City (uma Capital de Jogos Vorazes?). Anualmente pouquíssimos jovens são escolhidos - levando-se em conta comportamento, família de qual é descendente, desempenho escolar e social – para participar de uma prova ENEM onde somente poucos conseguem completar e para daí sim ter uma vaga para faculdade que deseja. Porém esse teste não é uma prova normal, claro que existe algo palpável (provas teóricas) mas o grande “quê” da situação são os testes físicos que são de longe algo que você leitor algum dia irá querer ter a “honra” de participar.

     Cia então, quase por um milagre, é escolhida para participar do Teste juntamente com mais três amigos de sua Colônia: Tomas, Zandri e Malachi. Como seu pai também havia sido escolhido para fazer o Teste e que passou para a faculdade (há muitos anos), Cia acreditava ter alguma vantagem sobre seus amigos – mesmo sendo essa vantagem algo não perverso – porém seu pai revela que durante o Teste toda a sua memória foi deletada e por isso não pode ajudar a filha em nada. Bem, na verdade ele pode sim ajudar, pois ele tem curtas lembranças (provenientes de seus pesadelos) onde imagens horrendas do Teste são expostas, e como bom pai ele alerta a filha a se proteger e o mais importante de tudo: Não confiar em ninguém, sob hipótese alguma.

     Acredito que foi isso o que mais me deixou curiosa pela leitura, fiquei pensando em teorias mirabolantes do porquê de os selecionados terem suas memórias apagadas. A ideia de que o motivo é para não espalhar “cola” para os futuros candidatos ou ainda, por questões de segurança passou longe de ser algo concreto e muito menos lógico, pelo menos levando em conta a premissa do livro.

     Como toda distopia, tem aquele “quê” de romance mas nada que interfira muito na estória, claro que isso se aplicarmos à generalidade. Já eu que sou uma pessoa totalmente às avessas, foi o ponto que fez com que a leitura se torna-se lenta e até em alguns momentos sofrida. O suposto casal proposto por Charbonneau foi um dos mais desgostosos que já li, não pela Cia que apesar de sua bondade extrema é uma boa personagem, o problema foi o indivíduo do sexo masculino da estória. Sabe quando o personagem não “desce na garganta”? Então, foi isso o que eu senti durante todo o livro.

     Contradizendo com minhas expectativas iniciais o fato de ser muito mais muito mesmo parecido com Jogos Vorazes, Divergente e me arrisco a dizer com Maze Runner contribuiu para me deixar um pouco mais irritada com a leitura, ou seja diminuiu todo aquele prazer que tenho em ler distopias.

     Entretanto, apesar de todos esses pontos que para mim foram negativos, o modo com que Joelle discorreu este livro foi muito interessante. Os fatos acontecem de forma rápida, os diálogos são bem construídos, os cenários que não remetem a nada que já exista no vasto mercado editorial também são interessantes. Cia inicialmente parece uma garota frágil e boba porém em diversas vezes ela pode ser comparada a Katniss e sim, essa foi a única vez em que a comparação foi algo positivo para mim.

     O Teste é o livro indicado para aqueles que gostam de distopias repletas de ação e principalmente para o leitor que não vê problemas em tantas referências (iguais) aos principais best-sellers do momento.
     Sobre a questão de ler ou não a continuação, para mim essa equação ainda continua uma incógnita. Não faço a mínima ideia se nós próximos dois livros existe a mera possibilidade da perda dessas características negativas. Irei procurar algumas resenhas de pessoas confiáveis (que tenham o gosto literário semelhante ao meu) e ver se a coisa melhora.


E você, já leu ou tem curiosidade em ler O Teste? Beijos!

8 comentários:

  1. Tenho muita vontade de ler essa trilogia, parece instigante e amo distopias, mas fiquei meio intrigada com o que você mencionou na resenha, que o livro se parece com Jogos Vorazes, Divergente e Maze Runner, mesmo assim você não gostou? Espero que a leitura melhore nos próximos livros e que você comece a apreciar a leitura.

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    1. Então Wanessa, é até interessante ter elementos parecidos com estas outras sagas citadas mas o que ocorreu em O Teste foi o excesso destes elementos. "Tudo que é demais faz mal" já dizia o ditado popular.

      Ainda estou pensando se quero ler as continuações...
      Obrigada pela vista!
      Beijos

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  2. Essa série é demais. Não vejo a hora de poder ler e curtir essa bela trama. Com certeza vou tentar acompanhar todos os livros da série.
    Beijos.

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    1. Realmente li várias opiniões positivas sobre ela, estou começando e pensar se o problema sou eu rsrs

      Obrigada por vir aqui conheçer o Baú!
      Beijos!

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  3. Só por ser parecido com Divergente me deixou ainda mais curiosa.
    Cara, essa é a primeira resenha desse livro que eu leio e fiquei mega interessada mesmo.
    Amei sua resenha, super bem escrita. Adoreiiiiiii.
    Pena que o livro não digamos que "novo, original" kkk Mas ainda assim quero ler.

    Beijos
    Coleções Literárias

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    1. Eu amo divergente (e não sei porque diabos ainda não li a sequência mas enfim) e mesmo assim me extressei pelo excesso de semelhanças ;( Mas incrívelmente fico feliz que mesmo assim você se interessou pela leitura! É tão bom saber que o leitor curtiu o que nós blogueros escrevemos para eles haha

      Muito obrigada mesmo ;)
      Beijos

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  4. Oi Carolina. ^_^
    Então, eu tenho bastante interesse em ler esse livro pelo fato de ser uma distopia. Não sabia muito do enredo e nem fazia questão de ler resenhas sobre ele pelo fato de querer me surpreender c/ o enredo, mas tive q parar para ler a sua opinião.
    Pelo que percebi, acho que vou gostar bastante do enredo exceto por essa porcaria de pseudo-romance. Isso foi algo horrível em Jogos Vorazes que quase me fez desistir de ler os outros dois livros (o cúmulo chega no final do terceiro livro). Ao meu ver, distopias não deviam abordar romances em hipótese alguma. Fica forçado. Queremos saber da sociedade "utópica", dos desafios dos personagens em sobreviver a essas sociedades. Mas como o amor é um tema universal parece que os autores distópicos querem forçar isso por nossas goelas. Triste isso.
    O mais engraçado lendo a sua resenha, Carolina, é que estou na faculdade e não queria de forma alguma (nesse momento da minha vida) está aqui enquanto que a Cia quer a todo o custo (ao que parece) entrar numa.
    Fiquei bastante curioso para saber o motivo das pessoas que fizeram o Teste terem tido suas memórias apagadas. Isso me faz ainda desejar ler essa trilogia da Charbonneau.
    Parabéns pela resenha. Bjs >_<

    http://peregrinodanoite.blogspot.com.br

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  5. Eu não vejo problemas em ter referências, não acho que seja totalmente igual a Jogos Vorazes ou Divergente, distopias tem mais ou menos o mesmo pano de fundo e assim como Jogos Vorazes foi claramente inspirado em Battle Royale ( que é muito superior em tudo, mesmo que a autora negue essa "cópia"), O Teste pode ser inspirado em várias outras distopias, por mim tudo bem.
    O Teste que Cia passa em si não parece muito com o que já foi publicado, a narrativa me prendeu e também tive um problema com o romance, por não gostar de histórias de amor em nenhum livro, mas toda a ação e tensão compensam prendendo a atenção.
    Foi um livro que cumpriu o que prometia um entretenimento e representando as distopias, pretendo sim ler as continuações por não gostar de ficar sem saber o final de uma trilogia, ainda mais que li em outras resenhas que os outros dois livros são incríveis, com muito mais ação e revelações, tudo isso em grande parte devido a ótima escrita e forma narrativa da Joelle.

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